De Cerveja,a gente entende!



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O Que é Cerveja ?

Antes de começar a falar sobre cerveja, seria interessante definí-la para que não haja dúvidas sobre o que ela é o porquê:
Cerveja é uma bebida alcoólica carbonatada, produzida através da fermentação de materiais com amido, principalmente cereais maltados como a cevada e o trigo. Seu preparo inclui água como parte importante do processo e algumas receitas levam ainda lúpulo e fermento, além de outros temperos, como frutas, ervas e outras plantas.


Vinho, por exemplo, é feito de uva e uva não possui amido. Whisky e vodka podem até ser feitos de cereais maltados, porém são destilados, portanto não são cerveja (isso você já sabia né?).
Dentro desta definição de cerveja encontram-se diversas variedades, de acordo com fatores como método de produção, ingredientes usados, cor, sabor, aroma, receita, história, origem e assim por diante.
Conheça com a ajuda dos confrades do BREJAS os tipos mais conhecidos:



História da Cerveja






Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.


Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas "casas de cerveja", mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.


A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.


A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. A César também é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália, hoje a França.


E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.


Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.


Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades européias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.


Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido.






Referência bibliográfica:


http://www.kikipedia.com
http://www.apcv.pt
http://br.geocities.com/cervisiafilia








BENEFÍCIOS DE UM CONSUMO MODERADO DE CERVEJA

A cerveja é uma bebida saudável e que faz parte da dieta do Homem desde tempos ancestrais. Sendo muitas vezes olhada como uma bebida dos pobres e inferior ao vinho, tem vindo a crescer não só em termos de qualidade como também de consumo. Desde as extraordinárias cervejas com frutos da Bélgica, passando pelas Porters e Stouts de Inglaterra ou pelas Malt Liquor norte-americanas, é hoje bem nítido que elas não são apenas boas para beber, como também fazem bem à nossa saúde, desde que consumidas moderada e regularmente, isto é, não mais de 2 garrafas de 25cl a 33cl por dia. De facto, há muita publicidade que se refere aos benefícios do vinho na saúde, levando a que as pessoas considerem que apenas esta bebida nos trará bem-estar. Todavia, a cerveja, tal como o vinho, contem um grande número de componentes, entre os quais antioxidantes e vitaminas, provenientes dos cereais maltados empregues, pelo que podem ser igualmente benéficas para a saúde.
O consumo moderado de cerveja, vinho e bebidas espirituosas, ao contrário do que acontece com o consumo excessivo e com a abstenção, pode proteger as pessoas de doenças cardiovasculares, como por exemplo ataques de coração e algumas formas de trombose (1), conforme já foi demonstrado em muitos estudos feitos um pouco por todo o mundo. Deste modo, estima-se que a ingestão de 30g de álcool por dia (cerca de 3 copos de cerveja), pode reduzir o risco de doenças coronárias em 25% (2). A explicação para esta situação reside no facto de a quantidade de colesterol no sangue (HD2, o bom colesterol) aumentar quando se consome álcool, diminuindo assim o risco de doenças.Investigações realizadas mostram que 2 copos de cerveja por dia (20g de álcool) pode aumentar o colesterol HDL na ordem dos 4% (3). É claro que o consumo em excesso não vai fazer este valor subir, indo, ao invés, provocar vários problemas noutros sistemas do nosso organismo. Outra explicação para os benefícios atrás descritos baseia-se na tendência que existe para a redução do aparecimento de coágulos no sangue quando se consome álcool (4). Outras investigações foram efectuadas no sentido de se aferir da influência do consumo de álcool em certo tipo de doenças. Deste modo, obtiveram-se resultados que evidenciam que o consumo moderado de cerveja ou vinho pode proteger contra a formação de pedra na vesícula (5), osteoporose (6) e até a diabetes (7). Contudo, deve realçar-se que o facto de bebermos dois copos de cerveja  não evitará por completo o aparecimento de qualquer uma das doenças atrás mencionadas. Outros factores como o controlo do peso, uma dieta equilibrada ou o exercício físico regular são também essenciais para uma melhor qualidade de vida. 

A CERVEJA COMO ELEMENTO DE UMA DIETA SAUDÁVEL

Por outro lado, a cerveja pode contribuir positivamente para uma dieta saudável. A sua produção, efectuada a partir de cereais como a cevada maltada, o lúpulo, o trigo, o arroz ou o milho, ajudam ao estabelecimento de uma dieta equilibrada. Para além destes ingredientes, a cerveja é basicamente água (cerca de 93%), constituindo pois uma fonte excepcional deste bem essencial à vida, servindo igualmente para saciar a sede. Como já atrás ficou dito, a cerveja pode integrar uma dieta equilibrada, fornecendo vitaminas essenciais e diversos sais minerais (8), podendo realçar-se o seu elevado teor de potássio e baixo valor de sódio, indispensável a uma tensão sanguínea normalizada (9). Tem baixo teor de cálcio e é rica em magnésio o que ajuda à protecção contra a formação de pedra na vesícula. Contém, igualmente, compostos do lúpulo, activos na prevenção da descalcificação óssea.  Isto pode ser uma das razões pela qual o consumo diário de cerveja (33cl de cerveja ± igual a cerca de 13g de álcool) tem sido referido como capaz de reduzir em 40% o risco de formação de pedra nos rins (10).
Para além de todos os benefícios já mencionados, outros há que não são de menor importância. Por exemplo, está provado que quem bebe cerveja conscienciosamente, fica fortemente protegido contra a acção nefasta doHelicobacter Pylori, elemento causador de úlceras estomacais e que pode ser um factor de risco para o cancro do estômago (11). A cerveja é ainda uma fonte de fibra solúvel, derivada das paredes das células dos grãos de cevada maltada. Um litro de cerveja contém, em média, 20% da dose diária recomendada de fibra, chegando algumas a fornecer 60% (12). Além de ajudarem a uma saudável função intestinal, as fibras têm uma acção benéfica ao encurtarem o tempo de digestão e absorção dos alimentos, para além de reduzirem os níveis de colesterol o que, por sua vez, diminui o risco de doenças do coração (13).
A lista de efeitos benéficos que o consumo moderado de cerveja pode trazer à nossa saúde é vasta e encontra-se em constante crescimento. Os estudos sobre os diversos ingredientes que a compõem, levam a descobertas que estão longe de ser imaginadas pela maior parte de nós. No entanto, facilmente se percebe que, tendo em conta os produtos que servem para elaborarmos uma cerveja, muitas outras virtudes poderão ser investigadas nos próximos anos. Para já, sabe-se que a cerveja é uma excelente fonte de vitaminas, sendo especialmente rica em vitaminas do grupo B, como por exemplo a niacina, a ribofalvina, a piridoxina e os folatos. De facto, a piridoxina (vitamina B6) dá uma protecção adicional aos seus consumidores contra as doenças cardiovasculares, comparativamente com o que acontece aos consumidores de vinho e bebidas espirituosas (14). Por seu lado, os folatos também têm uma acção protectora contra as doenças cardiovasculares e certos tipos de cancro (15), sendo que para este último facto também contribui a existência de antioxidantes, provenientes da cevada maltada e do lúpulo (16). A cerveja contém, por bebida (de teor equivalente de álcool), mais do que duas vezes os antioxidantes do vinho branco e apenas metade dos que contém o vinho tinto. Contudo, muitos dos antioxidantes do vinho tinto são constituídos por moléculas de elevado peso que, por isso, não são tão facilmente absorvidas pelo organismo como as moléculas mais pequenas presentes na cerveja. Para além do mais, recentes investigações demonstraram que certos antioxidantes (flavanóides do lúpulo) têm capacidade para ajudar na luta contra o cancro (do tracto gastrointestinal, do peito e tiróide, pelo menos) (17).
A cerveja é uma mistura complexa de centenas e centenas de constituintes, originários das matérias-primas empregues e das transformações que se dão durante a sua produção. Muitos desses componentes são bioactivos, podendo, assim, influenciar a saúde do consumidor. Destacam-se os que provêm do lúpulo, que são conhecidos por conferir uma actividade sedativa, estrogénica, inibidora de crescimento de tumores de dependência hormonal, bacteriostática e anti-inflamatória, diurética, etc. (18).

BEBER CERVEJA ENGORDA?

É habitual associar-se o consumo excessivo de cerveja com situações de obesidade, nomeadamente o aparecimento de uma barriga dilatada. Se é verdade que beber cerveja em grandes quantidades pode ajudar à distenção dos músculos da barriga, não o é menos dizer-se que isso também se deve ao facto dos grandes consumidores de cerveja serem, em geral, pessoas com um estilo de vida menos saudável. A realidade é que beber cerveja não engorda, desde que o seu consumo seja parte integrante de uma dieta equilibrada e se faça com moderação às refeições (19). Como é facilmente constatável, para uma quantidade idêntica de cerveja, um yogurte de fruta, um copo de leite ou um sumo de maçã têm muitas mais quilocalorias, sendo, esses sim, produtos que podem contribuir para um aumento da massa corporal, independentemente de também serem produtos saudáveis e essenciais ao nosso bem-estar.
Recentemente, realizou-se um estudo em Espanha que mostrou que os bebedores regulares de cerveja não ganham, obrigatoriamente, peso. De facto, o consumo moderado de cerveja significou 4% das calorias totais das dietas dos homens e 3% das das mulheres. O estudo evidenciou ainda que quem bebe cerveja com moderação tem uma dieta de maior qualidade nutricional que os não consumidores, uma vez que ingerem uma maior quantidade de ácido fólico e outras vitaminas do grupo B, essenciais para a prevenção de certas enfermidades e para garantir uma correcta alimentação (20). Também em Portugal se fizeram várias pesquisas para aquilatar das qualidades da cerveja. Na busca do equilíbrio cervejeiro, o Dr. Manuel Rocha de Melo, da Faculdade de Ciências da Alimentação e Nutrição da Universidade do Porto, debruçou-se sobre as propriedades nutricionais da cerveja e concluiu que contém vitaminas do complexo B, polifenóis, fibra solúvel, minerais e álcool, frequentemente esquecidos pela dieta ocidental, que exercem benefícios na prevenção de várias doenças. Para além disso, o facto de ser pobre em lípidos e açúcares, leva-o a concluir que esta bebida pode ser, se (e apenas se) consumida de forma moderada, integrada numa dieta saudável. Conheça, pois, a composição desta refrescante poção:
1 - 93% de água. Os adultos necessitam de mais de dois litros de água por dia. Comparada com outras bebidas alcoólicas, a cerveja combate melhor a sede pelo seu alto conteúdo de água, que compensa os efeitos desidratantes do álcool.
2 - Álcool (etanol) 3,4%-9%. Se for ingerido em doses moderadas, o álcool contribui para evitar a acumulação de gordura nas paredes arteriais.
3 - Hidratos de carbono 2% a 3%. Proporciona cerca de 15 g da maior fonte de energia do corpo humano.
4 - Calorias. 33 cl de uma cerveja normal contêm cerca de 150 kilocalorias, menos 60 do que um refrigerante de cola, com a vantagem acrescida de não provocar cáries. Com certeza que 9 em cada 10 dentistas lha recomendariam.
5 - Gorduras. Zero... tinha dúvidas?
6 - Magnésio (48 mg, 12% da DDR*) e silício (6 mg). O consumo de cerveja associa- se a uma maior densidade mineral nos ossos, actuando como factor preventivo face à osteoporose.
7 - Potássio (190 mg, 12% da DDR). Compensa a perda excessiva deste mineral através da urina, importante na prevenção das cãibras musculares.
8 - Vitamina B12 (0,8 mcg, 48% da DDR). Produz serotonina e dopamina, as duas substâncias químicas responsáveis pela sensação de bem-estar.
9 - Vitamina B2 - Riboflavina (8% da DDR). Contribui para o crescimento da pele, do cabelo e das unhas e também actua como cicatrizante.
10 - Vitamina B5 - Ácido Panthoténico (4% da DDR). Sintetiza os lípidos e o açúcar dos alimentos. Essencial para digerir as batatas bravas.
11 - Vitamina B3 - Niacina (6 mcg, 8% da DDR). Ajuda a queimar os hidratos de carbono e as gorduras, e atrasa a formação de cabelos brancos.



A MELHOR MANEIRA DE APRECIAR UMA CERVEJA

Existem duas maneiras de se olhar para uma cerveja e, por consequência, de a saborear: uma primeira perspectiva, passa por a considerarmos como um mero refresco ou como uma boa forma de acompanhamento de qualquer refeição mais condimentada; a outra forma leva-nos a escolhermos a cerveja consoante o nosso gosto, o momento, a refeição ou até as condições climatéricas que existam. De facto, tal como o vinho, também as qualidades das cervejas devem ser apreciadas e saboreadas. Deve-se observar a cor, a espuma, o aroma e todos os aspectos do seu sabor que nos chamem a atenção, quer seja pela positiva ou pela negativa. Sim, porque cerveja não é apenas cerveja! Há cervejas que são de facto más, enquanto outras são o resultado de anos de pesquisa e aperfeiçoamentos, autênticas obras de arte!
Nesta rubrica vamos tentar ressalvar os aspectos que nos parecem mais importantes para que possa aperfeiçoar o seu gosto e com isso escolher quais são as cervejas que mais se lhe adequam. No entanto, e como em tudo na vida, o gosto de cada pessoa não é algo científico. Por exemplo, pode estar num bar a beber uma cerveja com um seu amigo e achá-la muito boa, enquanto que o seu amigo, apesar de estar a beber a mesma marca, a achar extremamente desagradável. Isso pode depender do lote (podem ser de lotes diferentes), do copo, da maneira como foi servida ou, simplesmente, pode ser que você e o seu amigo tenham gostos diferentes!
Para começar, existem dois elementos muito importantes e que devem ser cuidadosamente verificados antes de se iniciar uma prova de cervejas. Primeiro que tudo, há que ter em atenção a temperatura a que a cerveja irá ser servida. Em Portugal, temos o hábito de beber a cerveja ‘estupidamente fresca’. Apesar de ser algo natural, devido ao nosso clima e ao tipo de cerveja que, em geral, se bebe no nosso país – as lager – tal facto não se aplica a todas as cervejas ou a todo o tipo de ocasiões. Podemos estranhar o comportamento do povo inglês que bebe cervejas escuras a uma temperatura quase ambiente. Todavia, para saborear correctamente certo tipo de cervejas, como por exemplo uma porter, quase que não será necessário a sua ida ao frigorífico. As temperaturas baixas podem ocultar os aromas. E, pensando bem, não tem grande lógica beber algo muito gelado em pleno Inverno. Há cervejas próprias para esse tipo de clima, que podem servir não só como acompanhamento de um jantar ou como algo que se beba numa discoteca,  mas que funcionam também como um factor que nos possa reconfortar. Em geral, as melhores cervejas trazem no rótulo a temperatura a que devem ser bebidas, sendo que essa indicação vem muitas vezes acompanhada da maneira que deverá ser servida para melhor ser saboreada (se quiser ler mais sobre a temperatura adequada, clique aqui).

QUALQUER COPO SERVE....

Em segundo lugar, e não menos importante, temos a questão do copo. Por mais estranho que isso nos possa parecer, a forma e profundidade do copo podem afectar não só o aroma como a qualidade geral de uma cerveja. Tal como acontece com a temperatura, existem muitos rótulos que trazem a indicação de qual o formato de copo adequado a uma correcta degustação. Devemo-nos assegurar de que o copo está seco e de que não contém sujidade. Essa sujidade não só poderá alterar o sabor da bebida como muito certamente subirá com a espuma, ficando assim com um aspecto ainda mais desagradável. Resíduos de gordura no copo também são de evitar, pois eliminam o gás carbónico, o que faz com que a espuma desapareça com maior rapidez. É completamente desaconselhado beber-se pela garrafa, pois isso não permite que a cerveja ganhe vida como no copo e, por outro lado, poderá transmitir ao aroma sabores metálicos provenientes da carica. Dê preferência às cervejas engarrafadas relativamente às enlatadas.
Passemos agora ao processo de servir a cerveja. Comece a vertê-la no copo suavemente e vá-o inclinando até este atingir uns 45º. Quando estiver próximo do meio, afaste progressivamente a garrafa do copo o qual, por sua vez, deverá endireitar até atingir uma posição quase vertical. Todos estes gestos permitem a criação da espuma. Tal facto é bastante importante pois é esta que impede uma rápida libertação do gás e que, por outro lado, protege o líquido do ar, evitando a oxidação do seu sabor. A espuma deverá ter, em média, entre 2 e 4 centímetros. A duração da espuma irá depender do tipo de copo e da própria cerveja. Copos mais altos produzem mais espuma mas, como antes foi dito, nem sempre esses copos são os mais indicados. A melhor solução é, caso exista,  seguir a indicação que vem no rótulo.

A FASE DA DEGUSTAÇÃO

Chega-se assim à fase mais importante (e desejada!) deste longo processo de apreciar uma cerveja: a prova. Dê um primeiro gole e deixe o líquido vaguear pela sua boca, fazendo com que ele entre em contacto com diversas partes da sua língua sensíveis a diferentes sabores (salgado, doce, ácido, amargo). Respire enquanto tem a bebida na boca, para o ajudar a sentir os aromas. Depois de engolir, verifique qual o sabor que mais se destacou, seja ele forte ou fraco, persistente ou efémero. Curiosamente, este sabor final é muitas das vezes substancialmente diferente do sabor que sentimos quando tínhamos o líquido na boca e, de facto, não é menos importante do que este, pois quando acabarmos a cerveja, será esta a recordação com que iremos ficar. E um bom paladar final pode-nos sempre inspirar a tomar mais uma cerveja!
Depois deste contacto inicial, dê um novo gole e tente confirmar, ou não, as impressões com que tinha ficado. Talvez a melhor maneira de o fazer é questionando-se a si próprio e ir eliminando as hipóteses. Por exemplo: qual o sabor que prevalece? É doce? Mais para o amargo? Vai variando consoante move o líquido pela sua boca? Tudo isto são possibilidades. O que interessa é discernir qual o sabor que mais se destacou e verificar se este lhe é familiar. A partir daqui, trata-se apenas de uma questão de sensibilidade e alguma aprendizagem. Tomemos como hipótese que achou a bebida algo adocicada. Está na altura de perceber se consegue definir com mais precisão esse sabor. Poderá parecer-lhe próximo do sabor do caramelo, ou de leite condensado, ou então um adocicado mais floral. Se, no entanto, achou o sabor algo ácido, poderá fazer a si próprio outras perguntas como: já alguma vez experimentei algo similar?; será mais parecido com gin ou com outro género de bebida?; terá um toque de limão ou maçã? Encontrar o sabor que procuramos nem sempre é fácil e requer algum treino. Mas não deve de ser uma questão que o preocupe. O que realmente lhe deverá interessar será a definição do seu gosto, para que possa optar pelas cervejas que mais prazer lhe dão. O resto virá por acréscimo.
Todos os elementos que atrás referimos são importantes para se poder escolher uma boa cerveja e apreciá-la com a devida atenção. E se utilizamos o adjectivo ‘boa’, não queremos dizer com isso que se trate de uma cerveja cara ou de grande qualidade. Uma boa cerveja é aquela que
nos sabe bem, quer a sua qualidade seja elevada ou não. Se porventura algum dia consultar um dos muitos sites que existem na Internet relativos à classificação de cervejas, verá que a opinião poucas vezes é unânime, sendo que essa falta de unanimidade acontece mesmo entre júris bastante conceituados e com larga experiência. É claro que existe uma média ou, colocando de um outro modo, uma tendência que indica se uma certa marca de cerveja é mais apreciada,  ou não, do que outra. No entanto, um copo sujo, um lote menos bom ou uma temperatura incorrecta podem transformar uma boa cerveja numa experiência penosa e desagradável. Por isso, também o aconselhamos a não ir atrás duma primeira tentativa e dar sempre  uma nova oportunidade a uma marca que não tenha gostado. Caso volte a não apreciar esse produto, isso não deverá ser motivo para grandes preocupações já que existem milhares de marcas em todo o mundo, muitas delas já vendidas em Portugal e, por certo, alguma acabará por o satisfazer plenamente. O mais importante de tudo é lembrar-se de que uma boa cerveja é aquela que se adequa ao seu gosto.
Quando se começa a avaliar cervejas de um modo mais sistemático, há vários aspectos que devemos ter em consideração. Um deles é o de não se deixar influenciar por outras opiniões quando a avalia. Todas as experiências são diferentes, por isso evite ir com ideias pré-concebidas para uma sessão de degustação. Para além do mais, há que ter em atenção que existem muitos estilos no mundo e, dentro de tantos, há com certeza alguns dos quais não gostamos. É sempre importante contextualizarmos e termos bem presente qual o estilo de cerveja que estamos a beber. Imagine que não gosta de lagers. Tal não quer dizer que todas as lagers do mundo sejam más. Há lagers de boa qualidade e lagers de má qualidade. Deve-se aprender a avaliar uma cerveja com as características inerentes a cada estilo. No meu caso, por exemplo, não sou grande apreciador do sabor avinagrado característico do estilo Flemish Sour Ale. No entanto, há pouco tempo classifiquei a Rodenbach Redbach e a nota que lhe atribuí foi francamente positiva. É uma cerveja bem conseguida, complexa mas que, infelizmente, tem algo no sabor que não se adequa ao meu gosto pessoal. Se estiver de facto interessado em se tornar num avaliador profissional de cervejas, este é um bom sítio por onde começar: http://www.bjcp.org.
Da minha experiência pessoal, posso referir outros factores que considero importantes quando se avalia uma cerveja. Se possível, evite estar num sítio com muito fumo. No caso de ter fumado recentemente, é preferível fazer a avaliação num outro dia pois o tabaco altera e muito o sabor que temos das coisas. Por outro lado, certifique-se que tem os seus sentidos
totalmente operacionais: constipações, língua queimada (devido a ter-se comido algo quente) e  refeições picantes são inibidoras de uma análise completa e adequada. O experimentar muitas cervejas seguidas prejudica uma avaliação correcta e isenta. É por este motivo que não é uma boa ideia avaliar cervejas em festivais dedicados a esta bebida. Na maior parte das vezes as amostras são pequenas, os copos e o modo de servir não são os adequados e o consumo consecutivo não deixa fazer uma avaliação exacta. Se quiser experimentar mais de duas cervejas, é aconselhável "limpar" o paladar. Tenha consigo um copo com água ou bolachas do género cream cracker, que o ajudam nesta tarefa e também o auxiliam para que não fique inebriado. Evite comidas salgadas ou gordurosas, pois podem alterar o seu paladar. Finalmente, é importante ir tirando notas. Após ter experimentado quatro ou cinco cervejas, as características de cada uma podem-se misturar e quando chegamos a casa já não se sabe bem quais eram as boas e quais eram as más. Tente andar com um papel e um lápis pequeno, onde possa escrever as principais características que encontrou em cada cerveja.









INGREDIENTES DA CERVEJA

Água                                                             Ingredientes 2ª Parte è
Constituindo entre 90 a 95 por cento de uma cerveja, a água é um elemento essencial no processo de fabricação desta bebida. No passado, as características minerais da água influenciavam grandemente o sabor final de uma cerveja, facto que dependia também da região do mundo donde essa água e cerveja provinham. Hoje em dia, quase todos os tipos de água podem ser quimicamente ajustados por forma a se obter o estilo de cerveja desejado, apesar de, preferencialmente, a água totalmente natural ser ainda a mais procurada. Em termos gerais, a água para produção de cervejas deve possuir as seguintes características:
Parâmetro
Unidade
Especificação
Sabor-insípida
Odor-inodora
pHpH6,5-8,0
TurbidezNTUmenor que 0,4
Matéria Orgânicamg O2/L0-0,8
Sólidos Totais Dissolvidosmg/L50-150
Dureza TotalmgCaCO3/L18-79
SulfatosmgSO4/L1-30
CloretosmgCI/L1-20
NitratosmgNO3/Lausente
CálciomgCa2+/L5-22
MagnésiomgMg2+/L1-6
CO2 LivremgCO2/L0,5-5

Conforme já referimos, antigamente, antes da química moderna, o conteúdo mineral de uma água de uma determinada região era quase impossível de alterar, algo que influnciava sobremaneira o resultado final. De facto, algumas águas eram indicadas para produzir cervejas escuras, enquanto noutras zonas se produziam cervejas mais leves. Estes factores moldaram a evolução dos estilos de cerveja e, mesmo na actualidade, é possível detectar que certas áreas geográficas são responsáveis e famosas por elaborarem um certo tipo de cerveja. Por exemplo, as Stouts estão associadas a Dublin, na Irlanda, enquanto que as Pale Ale inglesas, cujos exemplares mais conhecidos vêm da região de Burton-on-Trent, devem a seu carácter amargo e com forte presença do lúpulo ao alto teor de sulfato presente na água dessa zona. Outras regiões são conhecidas por terem águas muito boas e facilmente ajustáveis ao tipo de cerveja que se quer produzir, como acontece em Albany, Nova Iorque..


No entanto, não se pense que apenas a água mineral pode ser utilizada para elaborar cerveja. Se tiver uma produção caseira, a água da torneira até pode servir. No entanto, tal também depende da qualidade da água canalizada. Águas com muito cloro podem originar sabores fortes e desagradáveis no produto final. Neste caso, o cloro pode ser removido através de filtros ou fervendo a água. Mas há casos em que nada há a fazer e o melhor mesmo é utilizar água engarrafada. Por outro lado, pode-se adicionar certos minerais à água no sentido de lhe dar determinadas características que só se encontram nas águas de outras regiões do mundo. Os minerais mais commummente utilizados na produção de cerveja incluem o sulfato de cálcio, o cloreto de cálcio, o cloreto de sódio e o sulfato de magnésio.

Lúpulo
O lúpulo (Humulus Lupulus) é uma trepadeira perene de origem europeia, cujas flores fêmeas apresentam grande quantidade de resinas amargas e óleos essenciais, os quais conferem à cerveja o seu característico sabor amargo. Para além desta qualidade, também lhe são atribuídas outras virtudes: contribui para uma maior resistência aos microrganismos indesejáveis graças ao seu poder anti-séptico, abre o apetite e fortalece o sistema nervoso. Trata-se de uma cultura típica dos climas frios do hemisfério norte, sendo que os maiores produtores são os EUA, a França, a Alemanha, a Rep. Checa, a Eslováquia e vários países pertencentes à antiga Jugoslávia. No Brasil não existem condições climáticas adequadas à produção de lúpulo, sendo que quase todo o suprimento do país é importado da Europa e  dos Estados Unidos. Já em Portugal, o lúpulo chegou a ser uma cultura bastante divulgada, apesar de, nos últimos anos, e mesmo levando em consideração os apoios comunitários a esta cultura, ter perdido grande percentagem da sua área de cultivo.
A utilização do lúpulo tornou-se popular nas cervejarias do século XVI e desde então é considerado o principal aditivo de aroma e paladar da cerveja, contribuindo também para a sua estabilidade microbiológica e físico-química. Antes desse século, utilizavam-se uma pletora de aditivos para dar sabor à cerveja como, por exemplo, rosmaninhogengibre ou anis. Todavia, o lúpulo foi ganhando popularidade não só devido à sua célebre característica amarga mas também porque actuava como anti-séptico e conservante. As primeiras referências ao cultivo do lúpulo remontam ao século VIII e IX da nossa era. De facto, há registos dessa situação na história do distrito deHallertau, na Alemanha, apesar de não se saber se a produção se destinava ao fabrico de cerveja. O que se sabe é que, por volta do século XIV, os holandeses tinham desenvolvido um gosto especial pelas cervejas alemãs, já então com forte presença de lúpulo. Com o desenvolvimento do comércio e das trocas por via marítima, não demorou muito até que o lúpulo chegasse à Inglaterra e, alguns anos mais tarde, mais propriamente no início do século XVII, às primeiras colónias na América do Norte.
Atualmente, o lúpulo é um elemento essencial na produção de cerveja. Por esse facto, tem sido constante a evolução nos processos de cultivo e na sua forma de apresentação. Inicialmente, utilizava-se o lúpulo "in natura", isto é, sob a forma de flores prensadas em grandes fardos, que eram reduzidas a porções menores, de modo a que pudessem ser adicionados ao cozinhador de mosto. Esta forma original evoluiu para os extractos pastosos e para diversos tipos de pellets (granulado). Os extractos já existem desde o início do século passado, através da utilização de diversos produtos como solventes, evoluindo da nafta, metanol, cloreto de metileno, etanol, etc. O uso de lúpulo em pellets é muito mais recente (1970), mas a sua rápida aceitação levou ao seu domínio a partir de 1975 e até ao presente.
Ora, sendo o lúpulo um dos ingredientes mais importantes na definição do aroma e sabor de uma cerveja, não é de estranhar que diferentes tipos de cerveja sejam produzidos com diferentes tipos de lúpulo. Há até situações em que o mestre cervejeiro opta por combinar vários tipos de lúpulo em fases distintas do processo de produção de uma cerveja. Como tal, quase todos os apreciadores de cerveja já ouviram falar, com certeza, do nome de uma determinada espécie de lúpulo. Deste modo e sem querer ser muito exaustivo, aqui ficam algumas das mais importantes variedades e as suas características:
  • Ahtanum - variedade americana similar à Cascade, bastante aromática e com forte popularidade. O seu nome deriva de uma zona próxima de Yakima - EUA, local onde se estabeleceu a primeira quinta de produção de lúpulo, em 1869.
  • Amarillo - variedade recente mas bastante popular, introduzida pela Virgil Gamache Farms Inc., que transmite notas cítricas à bebida.
  • Brewer's Gold - relativamente bom para misturar com outros géneros.
  • Cascade - um dos tipos mais conhecidos e mais divulgados, utilizado em cervejas como a Anchor Liberty, a Sierra Nevada Pale e a Great Lakes Burning River. O seu auge aconteceu em 1975, altura em que representava 13,3% do total de lúpulo produzido nos EUA. Tem uma excelente fragrância e transmite um aroma floral.
  • Centennial - similar ao Cascade (aliás, há quem o chame de Super-Cascade), tem tendências doces e a frutas mais acentuadas do que este. É excelente quando combinado com o Cascade e o Chinook. Relativamente recente no mercado.
  • Challenger - não muito agressivo e com boa presença de especiarias.
  • Chinook - forte, robusto e amargo, com aroma característico a madeira. Combina muito bem com outros lúpulos americanos.
  • Columbus - de forte aroma, esta variedade é excelente para dar um estilo amargo às Bitter Ales e às IPA's americanas.
  • Crystal - espécie híbrida resultante da combinação de variedades alemãs e americanas. Bastante aromático e frutado. É com ele que se produz a Rogue Brutal Bitter.
  • First Gold - uma variedade anã, à qual se augura grande futuro. Semelhante à Golding mas com um grau superior de amargo e notas a especiarias.
  • Fuggle - Bastante popular na Inglaterra, começa também a vingar nos EUA. Parecido com a Golding, apresenta um carácter a madeira mais refinado do que este e é muito bom quando aplicado às ales de origem inglesa.
  • Galena - Tipo bastante popular nos EUA, substituiu o Cluster no gosto dos americanos. Proporciona um amargo dócil e equilibrado.
  • Golding - Largamente cultivado, este lúpulo é suave e muito utilizado nas ales inglesas, tansmitindo-lhes um sabor muito refinado. Como exemplos de cervejas produzidas com este género temos a BridgePort ESB e a Deschutes Bachelor Bitter.
  • Hallertau Hersbrucker - Comum nas German pilseners, esta variedade raramente é utilizada para simplesmente dar um carácter amargo à bebida.
  • Hallertau Mittelfruh - cada vez menos usado, este género é bem perceptível na Sam Adams Lager, apesar da sua origem ser alemã. É, no entanto, a melhor escolha para se produzir uma verdadeira lager ao estilo europeu.
  • Horizon - bastante recente no mercado (1998), tansmite um amargo muito suave.
  • Liberty - com forte popularidade na Inglaterra, este estilo é muito utilizado para produzir cervejas mais leves, dando-lhes um bom teor de amargo. Semelhante ao Ultra, Mount Hood e Crystal.
  • Lublin - fortemente identificado com as lagers polacas, esta variedade transmite um amargo mais agreste do que outros géneros mais nobres, apesar do aroma, curiosamente, ser mais suave.
  • Magnum - criado em 1980 em Huell, no German Hop Research Instititute, é uma variante do Galena.
  • Mount Hood - derivado do Halllertau, este estilo é bastante utilizado mas raramente transmite um carácter muito distinto à cerveja. Por essa razão, é utilizado em produtos que requerem apenas um ligeiro sabor a lúpulo.
  • Northdown - similar ao Northern Brewer mas com um aroma mais refinado, se bem que não tão intenso. Indicado para cerveja  bem maltadas que apenas necessitem de algum amargo do lúpulo.
  • Northern Brewer - cultivado na Inglaterra, Alemanha, Bélgica e EUA, este género é muito versátil e possui uma fragrância forte, que é, por sua vez, transmitida ao aroma e sabor da cerveja a ser produzida. De aroma fresco (quase a mentol), esta variedade é, habitualmente, utilizada combinada com outras, apesar da Anchor Steam ser totalmente elaborada com o Northern Brewer.
  • Nugget - este género de lúpulo tem a reputação de ser barato e pouco refinado, apesar de possuir um aroma herbáceo. Exemplo: Sierra Nevada Bigfoot.
  • Pacific Gem - variedade da Nova Zelândia, é habitualmente cultivado de forma orgânica, pelo que, como consequência, também é bastante utilizado para a elaboração de cervejas orgânicas.
  • Perle - o Perle é um tipo de lúpulo mais cultivado para dar aroma do que amargor, com boa implantação nos EUA, Bélgica e Alemanha, país de onde é originário. Apesar de tudo, é um dos lúpulos alemães menos distintos.
  • Pride of Ringwood - esta estranha espécie, proveniente da Austrália, nunca vingou muito fora do seu continente de origem, havendo mesmo produtores que consideram que tem um mau odor. A Cooper's Sparkling é produzida com ele.
  • Progress - desenvolvido para substituir o Fuggles, é habitualmente utlilizado em combinação com o Golding.
  • Saaz - esta nobre e tradicional variedade de lúpulo é muito famosa devido ao facto das pilseners checas serem quase todas produzidas com este género. O aroma é distinto e o amargo pouco áspero, sendo que a melhor maneira de captarmos as suas qualidades é bebendo a excelente Pilsner Urquell.
  • Select - substituto do Spalt e resistente a muitas doenças que afectavam este.
  • Simcoe - criado e cultivado pela Yakima Chief Ranches, esta espécie apresenta notas de pinho e um amargo muito equilibrado. Devido ao seu carácter dócil e à sua dupla função (amargo/aroma) tem conquistado bastantes adeptos.
  • Spalt - variedade nobre e muito aromática, a Spalt é muito utilizada quer em Ales quer em Lagers de origem alemã. Aliás, é a espécie utilizada em quase todas as Altbiers. É cultivada na Alemanha, nas zonas de Hallertau e Spalt e também nos EUA, principalmente no estado de Washington.
  • Sterling - bastante recente (1990), esta espécie deriva da típica Saaz.
  • Strisselspalt - variedade clássica, de origem francesa, com um carácter bastante neutral e usada essencialmente em lagers.
  • Styrian Goldings - derivada da Fuggles mas, ao contrário desta, não tão restrita às ilhas britânicas. Extremamente elegante e aromática, com notas de especiarias e madeira, é usada em inúmeros géneros de cerveja, desde English Ales a Witbiers ou mesmo Belgian Strong Ales.
  • Tettnang - estilo clássico, típico das pilsners do norte da Alemanha, o Tettnang é utilizado tanto para dar amargo como para aromatizar a cerveja apesar de, neste último caso, ser habitualmente misturado com algum tipo de Hallertau. O amargo que transmite é muito rico, apesar de suave, ideal para produzir excelentes lagers e cervejas de trigo.
  • Tradition - bastante recente e multi-resistente a doenças, esta espécie é da linhagem do Mittelfruh.
  • Tomahawk - também recente e muito bem sucedido, este género foi criado por Charles Zimmermann sendo que, em 1998, representava já 11% do total de lúpulo produzido nos EUA.
  • Ultra - criado em 1983 através do cruzamento das espécies Hallertau e Saaz, é bastante semelhante ao Mt. Hood, ao Crystal e ao Liberty.
  • Vanguard - variedade recente e bastante apreciada pelas suas características aromáticas.
  • Warrior - é essencialmente procurado pelo seu amargo forte e aroma muito ténue.
  • Willamette - bastante popular e apreciado, o Willamette representou, em 1998, 18% do total da produção de lúpulo dos EUA. Criado em meados dos anos 70, acaba por ser uma versão bemconseguida do Fuggle inglês, com um aroma bastante frutado e reconhecível, indicado tanto para Ales como para Lagers.
  • Zeus - lúpulo aromático e de amargo pouco distinto.
    Malte, Adjuntos e Outros Ingredientes
    O malte tem origem na germinação de cereais sob condições ambientais controladas e pré-determinadas. O principal objectivo deste processo é a obtenção de enzimas, que provocam modificações nas substâncias contidas no grão. O produto final da germinação chama-se malte verde, sendo que, através da sua secagem e torrefacção, se chega ao malte propriamente dito. A qualidade do malte é de primordial importância para a excelência de uma cerveja, visto que é a partir da sua complexa constituição que a cerveja recebe muitas características físico-químicas e organolépticas (aroma e paladar).
               
    O malte utilizado em cervejaria é maioritariamente obtido a partir de cevada (chamada dística), depois desta passar por várias etapas, nomeadamente: limpeza; selecção; calibragem; pesagem; lavagem e molha; germinação; suspensão da germinação em estufa; desgerminação (ou corte das radículas) e estufagem (à temperatura mais ou menos alta segundo os tipos de cerveja a obter). De notar que a cerveja preta é fabricada com malte torrado. Mas, voltando um pouco atrás, convém referir que a cevada é uma planta da família das gramíneas, parente próxima do trigo e cultivada essencialmente em climas temperados. Após a sua colheita no campo, os grãos (sementes) de cevada são armazenados em silos, sob condições controladas de temperatura e humidade, aguardando o envio para a maltaria. Aí, ocorrerá a transformação da cevada em malte. Este processo consiste, basicamente, em colocar o grão de cevada em condições favoráveis à germinação, deixar esta começar a ocorrer, e interrompê-la tão logo o grão tenha iniciado o processo de criação de uma nova planta. Nesta fase, o amido do grão apresenta-se em cadeias menores que na cevada, o que o torna menos duro e mais solúvel e, no interior do grão, formam-seenzimas que são fundamentais para o processo de fabricação de cerveja. A germinação é então interrompida por secagem a temperaturas controladas, de modo a reduzir o teor de humidade sem destruir as enzimas formadas.
           
    Malte, portanto, é, em geral, o grão de cevada que foi submetido a um processo de germinação controlada para desenvolver enzimas e modificar o amido, tornando-o mais macio e solúvel. Neste processo, utilizam-se estritamente as forças da natureza, que proveu as sementes da capacidade de germinar para desenvolver uma nova planta. Tudo o que o homem faz neste processo é controlar as condições de temperatura, humidade e aeração do grão. Deste modo, e daqui para a frente, sempre que mencionarmos malte estaremos a falar do malte de cevada.
    Dentro do malte podemos encontrar o malte de base e os maltes de especialidade. Os maltes de base constituem a grande percentagem de cereal utilizado na produção da cerveja, sendo que os maltes especiais nunca representam mais do que 10 a 25% do total. A única excepção refere-se ao malte de trigo, que pode constituir até 100% do total de cereais usados na elaboração das Wheat Beers. Os maltes de base providenciam quase toda a capacidade enzimática necessária para converter os amidos em açúcares, sendo que os maltes de especialidade (malte torrado, malte de caramelo, malte de chocolate, etc.) têm como principal função dar cor e, se possível, enriquecer o sabor. Dependendo do estilo de cerveja que se queira produzir, pode-se apenas utilizar um ou dois tipos de malte de cevada, havendo, no entanto, casos em que se chegam a utilizar seis e setes variedades.
    Na maior parte das cervejeiras é habitual substituir parte do malte de cevada por outros cereais, que são por isso chamados de Adjuntos. Consegue-se desta forma uma vantagem económica, caso o cerealsubstituto seja mais barato que o malte, o que acontece na maior parte dos casos, e produz-se, ao mesmo tempo, uma cerveja mais leve e suave do que aquela que é obtida exclusivamente com malte de cevada. Os adjuntos normalmente usados para este fim são o arroz e o milho, embora seja possível utilizar qualquer fonte de amido para esta finalidade. As cervejas de arroz são muito características do Extremo Oriente, local onde este cereal é predominante. As cervejeiras mundiais têm substituído gradualmente nos últimos anos os adjuntos amiláceos, tais como "grits" de milho e trinca de arroz, por adjuntos açucarados na forma de xarope de (alta) maltose. A razão desta substituição é fundamentalmente económica, uma vez que a utilização de xarope de maltose, como adjunto do malte, dispensa a fase de fervura do cereal durante a produção do mosto cervejeiro. Assim, economiza-se energia na forma de calor e electricidade, além de mão-de-obra e espaço físico, uma vez que o uso do reactor denominado "cozedor de cereal" se tornar dispensável. Outros componentes de custos, tais como juros sobre o capital e a depreciação desse equipamento também deixam de existir. Além disso, o uso de xarope reduz o tempo de tarefa, aumentando a produtividade da sala de mosturação, o que permite ao cervejeiro obter um maior controlo da fermentabilidade do mosto e, consequentemente, produzir cervejas mais uniformes.
    Eis, pois, alguns ingredientes que podem acompanhar o malte na feitura de uma cerveja:
    Açúcares e Xaropes - O açúcar e os diferentes xaropes intervêm em reduzida percentagem na produção de uma cerveja e têm a finalidade de estabelecerem variedades especiais ou de atenuarem características específicas. Nos açúcares, podem ser utilizados diversos tipos, como a dextrose, a sacarose, a maltodextrina (açúcar extraído do milho), a maltotriose, o açúcar invertido e mesmo a lactose (nas Milk Stout). Os xaropes obtêm-se através de transformações químicas e industriais dos açúcares obtendo-se, por exemplo, xarope de glucose. Por sua vez, o caramelo é utilizado pelas cervejeiras para dar algum sabor e, principalmente, cor à bebida. Por exemplo, muitas Mild e Sweet Stouts possuem caramelo como forma de obterem uma cor mais bonita e também para acentuarem ligeiramente o sabor.
    Arroz - O arroz é, actualmente, o segundo adjunto mais utilizado pela indústria cervejeira. Tal deriva, em parte, de ter um sabor bastante suave, que muito dificilmente afecta o produto final, possibilitando que a cerveja mantenha o seu carácter a malte. Deste modo, muitas empresas preferem usar arroz a milho, como é o caso da norte-americana Bud. Dentro dos diferentes tipos de arroz, o mais procurado é aquele que apresenta o grão mais pequeno, já que grãos médios e grandes podem trazer problemas de viscosidade.
    Aveia - O alto teor em proteínas, a sua oleosidade e o teor em gordura fazem com que a aveia seja tudo menos indicada para produzir cerveja. No entanto, tal não impede a produção de excelentes exemplares, como são os casos de algumas Oatmeal Stout.
    Cevada não maltada - A cevada não maltada dá um sabor mais rico a cereais e, ao mesmo tempo, mais suave, às bebidas que com ela são confeccionadas. Ao contrário da maior parte dos outros adjuntos, a cevada não maltada contribui para a estabilidade da espuma devido aos seus baixos níveis de proteólise. Pelo lado negativo, há que destacar os problemas de limpidez do líquido, o que faz com que o arroz e o milho sejam preferidos para cervejas do tipo Lager e, para além disso, o carácter algo agressivo que este cereal pode transmitir ao produto final, quando utilizado em grandes quantidades. Ao torrarmos a cevada não maltada a altas temperaturas iremos obter, como é óbvio, cevada torrada. De cor castanho-escuro, este produto tem um sabor bastante intenso, próximo do café torrado e é comummente usado para elaborar Dry Stouts e Porters. Para além do mais, contribui significativamente para dar cor à cerveja, garantindo igualmente a produção de uma espuma mais estável e duradoura. A cevada torrada produz um sabor mais forte, seco e amargo do que o malte torrado, sendo, no entanto, menos aromática.
    Extracto de Malte - Designa-se por extracto de malte o resultado da desidratação do mosto de malte até ao estado sólido ou pastoso, devendo, quando reconstituído, apresentar as propriedades do mosto de malte. Este produto pode ser utilizado como única fonte de açúcar fermentável ou, apenas por opção, ser misturado com malte de cevada. O extracto de malte pode surgir em duas formas: em xarope ou em pó, sendo que neste último caso tal significa que lhe foi removida quase toda a água. As cervejas produzidas com extracto de malte podem atingir um excelente nível, apenas se detectando, em algumas, uma certa falta de corpo e carácter tendencialmente seco.
    Milho - O milho tem sido, ao longo dos anos, o adjunto preferido pela maior parte das empresas cervejeiras. Para além da sua enorme consistência em termos de qualidade, disponibilidade e composição, tem também a vantagem de produzir um espectro de açúcares fermentáveis e dextrinas muito similares aos que se obtêm do malte após a conversão enzimática. Por outro lado, o milho tem um sabor doce e suave, compatível com muitos estilos de cerveja. É, por isso, o adjunto mais utilizado pelas grandes indústrias. Ao reduzir o conteúdo de proteínas e polifenol das cervejas, torna-as mais leves e mais neutrais. No entanto, o sabor a milho pode ser facilmente detectável numa cerveja, pelo que este cereal é mais indicado para as cervejas escuras e algumas Lagers, que são tendencialmente doces, do que para as características mais secas de uma Pale Ale, por exemplo. Todavia, há alguns mestre-cervejeiros que referem que a utilização de milho (entre 10 a 20% do total) é excelente para ajudar a estabilizar o sabor de uma cerveja.
    Trigo - O malte de trigo é, por razões óbvias, essencial à produção das famosas Wheat Beers, Weizen Biers, Witbiers ou Cervejas de Trigo, conforme a língua que se prefira utilizar. Para além destas, o trigo também é utilizado em cervejas à base de malte de cevada (podendo essa utilização ser entre 3 e 5%), por causa das suas proteínas, que dão mais corpo e maior estabilidade à espuma da cerveja. O trigo não maltado também pode ser usado ocasionalmente pelos cervejeiros, com o objectivo de dar mais corpo e uma maior estabilidade e durabilidade à espuma da cerveja. As cervejas feitas com quantidades significativas de adjuntos de trigo tendem a ser leves e de sabor suave.
    Muitos outros ingredientes podem entrar na composição de uma cerveja mas, pela sua reduzida importância ou carácter pouco comum, devem ser encarados como de utilização excepcional. Apenas como exemplo, pode-se referir as cervejas feitas a partir de centeio ou do sorgo, um cereal muito cultivado mas pouco comum em cerveja. No entanto, tem a vantagem de ter uma espécie de glúten que não é tóxico para os doentes celíacos, podendo-se a partir dele produzir as chamadas cervejas "Gluten-free". Para além dos cereais, podemos incluir na elaboração de uma cerveja inúmeros ingredientes, cuja função passa por dar aroma, sabor, cor ou qualquer outra característica que se pretenda. Deste modo, não é difícil encontrar cervejas com adição de frutas (cereja, pêssego, morango, manga, etc), legumes (abóbora, pimento jalapeno), chocolate, cascas de árvore, ervas aromáticas... Enfim, um sem número de produtos destinados a diferenciar a bebida final e a agradar a uma determinada faixa de consumidores.
    Levedura
    A levedura é um dos quatro principais ingredientes constituintes da cerveja e, segundo alguns, talvez o mais importante. As leveduras são microorganismos unicelulares, biologicamente classificados como fungos e que têm uma excelente capacidade natural que consiste em sobreviverem sem oxigénio. De facto, na presença do ar, os microorganismos multiplicam-se mas, na ausência de oxigénio, fermentam os açúcares transformando-os em álcool, algo que é essencial para se produzir cerveja. Existem centenas de variedades de leveduras sendo que, habitualmente, se dividem em dois grandes grupos: as leveduras de fermentação alta (Saccharomyces cerevisiae, típicas das Ale) e as leveduras de fermentação baixa (Saccharomyces uvarum, antes conhecidas por Saccharomyces carlsbergensis, típicas das Lager).
        
    As leveduras de fermentação alta adquiriram este nome por dois motivos: primeiro porque fermentam a alta temperatura, geralmente entre 12º e 26º, consoante a estirpe; em segundo lugar, porque as células de levedura tendem a subir à superfície durante o processo de fermentação, criando flocos. Neste caso, a fermentação dá-se em poucos dias ou até duas semanas, sendo que as cervejas produzidas segundo este método são tendencialmente mais alcoólicas e conservam-se por mais tempo. Estas leveduras são utilizadas para elaborar estilos tão diferentes como as Porter, Altbier, Kolsch e Stouts.
    Relativamente às leveduras de fermentação baixa, demoram cerca de um mês a fermentar e fazem-no a temperaturas mais baixas, que variam entre os 7º e os 15º. Logicamente, a estas temperaturas as leveduras desenvolvem-se de uma forma mais lenta e tendem a repousar no fundo do local onde se está a proceder à fermentação. Antigamente, era muito difícil produzir cervejas deste género pois tornava-se quase impossível manter a temperatura a um nível tão baixo por períodos prolongados. Com o advento da refrigeração, passou a ser possível consumir cervejas Lager ao longo de todo o ano.
    Há ainda uma terceira forma de fermentação, chamada fermentação espontânea, característica das cervejas Lambic. Neste caso, a cerveja encontra-se exposta aos elementos naturais, por forma a ser fermentada pelas bactérias e leveduras selvagens que existem no ar. Esta técnica é tradicional da Bélgica, mais propriamente da área da Flandres Ocidental, local onde esse tipo de leveduras (Brettanomyces Lambicus) crescem naturalmente.
    Finalmente, há que destacar que a levedura não serve apenas fermentar a cerveja e transformar os açúcares em álcool e dióxido de carbono. Para além do malte, lúpulo e outros ingredientes que se podem utilizar para dar determinadas propriedades à cerveja, a levedura ajuda também a definir o seu carácter e sabor. De facto, as leveduras podem apresentar aspectos florais, frutados ou minerais, indicados para diferentes estilos de cerveja. Estes sabores são também produtos da fermentação sendo que, se em muitos casos são desejados, outros há que são de evitar, como sejam os exemplos do diacetil (aroma e paladar que lembra a manteiga), oxidado (cartão/papel), clorofenol (cloro/plástico/medicinal) ou solvente (tipo acetona).


    Estilos de Cervejas

    São várias as classificações que se podem escolher para diferenciar os diferentes tipos de cervejas. Há quem prefira classificá-las pelo tipo de fermentação, sendo que, deste modo, se formam dois grandes grupos: as Ale (cervejas de alta fermentação ou fermentação no alto) e as Lager (cervejas de baixa fermentação). É claro que dentro de cada um destes grupos há muitos subgrupos, havendo mesmo algumas cervejas que não se encaixam bem quer num, quer noutro grupo.
    Outros itens que permitem classificar as cervejas podem ser: a sua cor (clara ou escura); o teor alcoólico (sem álcool, de baixo, médio ou alto teor alcoólico); ou ainda o teor do extrato primitivo, sendo que neste caso as podemos dividir em fracas, normais, extras e fortes.
    Por ser a mais difundida e por nos parecer a mais correcta, adoptaremos a divisão que habitualmente é feita tendo por base o processo de fermentação. Assim sendo, falaremos das Ale, das Lager e criaremos um terceiro e quarto grupos a que chamaremos de Cervejas Especiais e Cervejas Excêntricas. Estas últimas podem-se enquadrar em qualquer uma das anteriores categorias, mas preferimos separá-las por possuírem características específicas como, por exemplo, um fermento exclusivo ou serem produzidas numa altura específica do ano, entre outras pequenas grandes diferenças. Não abrangendo todos os estilos possíveis, estediagrama dá uma boa ideia da divisão que aqui referimos.
    Comecemos pois pelas cervejas do tipo Ale. Como referimos, o que difere basicamente uma cerveja Ale de uma Lager é o processo de fermentação – alta na Ale e baixa, na Lager. No caso das Ale, a fermentação dá-se num ambiente de temperatura relativamente alta, entre 15º a 24º ou mesmo mais, e isto num período de tempo curto, que rondará os três a cinco dias. Na fase de alta fermentação a  levedura sobe à superfície, sendo que o tipo de levedura utilizada é a Saccharomyces cerevisiae. Este processo é o mais antigo, daí que as cervejas do tipo Ale fossem as únicas disponíveis até meados do século XIX, altura em que foi inventada a baixa fermentação.
    Este processo de alta fermentação ou fermentação a quente, realça os sabores mais complexos, frutados e lupulados da cerveja. São pois, em geral, cervejas mais encorpadas e vigorosas sendo que, apesar disso, podem variar muito de uma marca para outra, com características que vão desde o doce ao amargo e das claras às escuras.
    Pelo que atrás ficou dito, não é de estranhar que dentro das Ale surjam muitas variações das quais podemos destacar: as Barley Wine; as Bitter; as Blonde Ale; as Brown Ale; as Indian Pale Ale; as Mild Ale; as Pale Ale; as Porter; as Scottish Ale e as Strong Ale. Outros tipos existirão mas estes são os mais comuns e os mais consumidos.
    De um modo mais específico, podemos pois considerar os seguintes tipos (clique nas imagens se quiser ver as fotos em tamanho maior):
    Altbier - Uma especialidade de Dusseldorf, a Altbier é uma cerveja de cor castanha, habitualmente oriunda da Alemanha. Sabendo que "alt" significa literalmente velho em alemão, esta designação aplica-se-lhe devido à capacidade que esta cerveja tem para envelhecer durante mais tempo do que seria normal para outros estilos. É uma cerveja bem balanceada e delicada, com boa presença de frutas e grande equilíbrio entre malte e lúpulo e uma presença mediana de gás. A Sticke é uma versão mais forte das Altbier, com maior presença de malte e lúpulo. A experimentar: Schlosser AltUerige Doppel StickeWidmer Brothers Winternacht.
    Amber Ale - Sendo esta uma designação muito genérica, as Amber Ale podem variar desde produtos sem grande interesse e caramelizados, a cervejas como uma boa quantidade e balanço entre malte e lúpulo. Habitualmente, a diferença entre uma Amber Ale de qualidade e uma Ameriacan Pale reside no facto da primeira poder ter um carácter mais escuro devido ao malte utilizado, tendo em contrapartida menos lúpulo. A experimentar: Mac and Jacks African Amber AleNew Belgium Fat TireTroegs HopBack Amber Ale.
    American Pale Ale - As American Pale Ale são cervejas claras, que vão desde o amarelo dourado até à cor de cobre. O estilo desta cerveja é definido pelo lúpulo de origem americana que nela é usado, transmitindo este, em geral, um forte aroma à cerveja bem como uma relativa acidez. Esta é uma excelente cerveja para acompanhar refeições ligeiras como pizzas e hambúrgueres, bem como sushi e saladas. A experimentar: Three Floyds Alpha KingFlying Dog Doggie Style Classic Pale AleDuClaw Venom Pale Ale.
    American Strong Ale - Este é um estilo muito abrangente, que engloba uma grande quantidade de cervejas fortes com volume alcoólico superior a 7% e oriundas dos EUA. Muitas delas são parecidas com as English Strong Ale, apesar de, habitualmente, possuirem um maior teor de lúpulo. Independentemente das suas origens e das suas características, são no seu todo cervejas fortes, com grande presença de malte, lúpulo e, obviamente, álcool. A experimentar: Oggis Hop WhompusStone Arrogant Bastard AleBear Republic Hop Rod Rye Ale.
    Baltic Porter - Durante o século XVIII, as Porters eram bem mais fortes do que o são hoje em dia, sendo que facilmente ultrapassavam os 7% de volume de álcool. Muitas cervejeiras inglesas faziam mesmo produtos mais fortes destinados à exportação, tendo como principal mercado os países em redor do Mar Báltico. Estas cervejas eram derivadas das Porter inglesas mas tinham também algumas influências das Russian Imperial Stouts, pelo que por vezes podem ser identificadas como Imperial Porters. É um estilo muito complexo,especialmente o sabor, com presença de chocolate e malte torrado, elaborado com lúpulo continental e malte de Viena ou de Munique. Apesar de tudo, é uma cerveja não muito pesada devido a uma boa presença de gás. A experimentar: Koff PorterBaltika 6 PorterCarnegie Porter.
    Belgian Ale - Com raízes que remontam a meados do século XVIII, as Belgian Ale atingiram o seu estado de perfeição a seguir ao fim da 2ª Guerra Mundial. Actualmente são consideradas uma cerveja para todas as ocasiões, por oposição às Belgian Strong Ales, suas "parentes". Neste estilo nada deve ser muito pronunciado: o equilíbrio entre os diversos elementos é a chave do sucesso. Podem ir de um amarelo dourado até à cor de cobre, boa presença de frutas, malte e especiarias tanto no aroma como no sabor. Têm espuma branca, cremosa e não muito duradoura. A experimentar: Palm SpecialeVieux-TempsOmmegang Rare Vos.
    Brown Ale - São cervejas com bastante sabor, forte presença de lúpulo e muito habituais em pequenas explorações ou mesmo em produções caseiras. São similares às American Pale e American Amber Ales, diferindo destas por terem uma componente mais forte de caramelo e chocolate, que servem para equilibrar o lúpulo e o final algo amargo. A cor varia entre um castanho-avermelhado a castanho escuro e a espuma deverá ser creme e não muito duradoura. Possui menos álcool que uma Porter e tem, em geral, um sabor complexo e bem balanceado. Acompanha bem sobremesas, carnes e queijos. A experimentar: Samuel Smith's Nut Brown AleAleSmith Nautical Nut Brown AleScotch Irish Corporal Punishment.
    Cream Ale - As Cream Ale são uma versão ale das lagers americanas e surgem para combater no mesmo mercado que estas. São de aspecto claro e límpido, de corpo leve, forte presença de gás e com pouca ou nenhuma sensação de lúpulo quer no aroma, quer no sabor, o que faz com que tenham uma acidez média a reduzida. Por vezes pode-se saborear milho, que é misturado pelas cervejeiras em detrimento do uso de malte ou lúpulo. A experimentar:Northern Cream AlePortsmouth Cream AleWisconsin Whitetail Cream Ale.
    English Pale Ale - O termo pale foi inicialmente usado para distinguir as cervejas deste tipo das Porter de Londres que eram mais fortes e escuras. De facto, as English Pale Ale clássicas não são muito claras, antes apresentando uma cor que varia entre o dourado e que pode ir até ao âmbar ou acobreado. A grande diferença deste estilo para as American Pale Ale será uma maior presença de malte no seu carácter, apesar das características amargas e secas do lúpulo também estarem presentes. São por isso excelentes para acompanhar qualquer tipo de prato de carne, desde bifes a pato, frango ou cabrito. Curiosamente, este estilo é, em termos de designação, practicamente inexistente para os ingleses pois para eles, uma English Pale Ale não passa de uma Bitter engarrafada. A sua origem deve ser procurada nos EUA, local onde este estilo tem muita procura e que, de certa forma, presta homenagem às Bitter inglesas, nomeadamente à mais conhecida: a Bass. A experimentar: Jamtlands PilgrimSmuttynose Shoals Pale Ale;Herslev Bryghus Pale Ale.
    Golden/Blonde Ale - É um estilo muito genérico e com bastantes variantes. Uma das formas habituais será a tradicional Canadian Ale, muito parecida com a American Pale Ale, quer nas qualidades, quer principalmente nos defeitos: pouco malte e lúpulo, utilização de outros cereais menos nobres como arroz ou milho e um sabor e aroma muito neutrais. A interpretação britânica possui mais lúpulo e menos álcool que as congéneres norte-ameriacanas, pelo que são mais referscantes e amargas. São cervejas suaves, com bastante gás, espuma branca e corpo claro e límpido. A experimentar: Crouch Vale Brewers Gold Extra;Redhook Blonde AleOakham Bishops Farewell.
    Imperial/Double IPA - As Imperial India Pale Ale (IPA) ou Double IPA, são uma adição recente à paleta de estilos de cerveja. Essencialmente é uma versão "musculada" duma IPA normal e acredita-se que teve a sua origem no Festival de Cerveja de Oregon, nos EUA, em 1996, altura em que foi apresentada a Rogue IPA. O estilo demorou algum tempo a impôr-se mas com a entrada do novo milénio assistiu-se a uma explosão na sua popularidade, com a apresentação de dezenas de novos exemplares, muitos deles bastante apreciados pelos conhecedores de cerveja. É ligeiramente mais escura que uma IPA, devido ao uso de malte em maiores quantidades, isso se explicando pela necessidade de equilibrar a cerveja que possui, em geral, quantidades quase absurdas de lúpulo. Tal dá-lhe um carácter amargo e refrescante, factores que ajudam a encobrir o volume de álcool que pode variar entre os 7,5% e os 10%. Há exemplares que se designam por Extra IPA ou Extreme IPA. A experimentar: Three Floyds Dreadnaught Imperial IPA;Norrebro Bryghus North Bridge ExtremeStone Ruination IPA.
    India Pale Ale - Feita para sobreviver às longas viagens entre a Inglaterra e a Índia, as India Pale Ale têm uma forte componenete de lúpulo, essencial para conservar a cerveja durante o máximo de tempo que se conseguisse. Curiosamente, os exemplares americanos conseguem ter um sabor e aroma ainda mais pronunciados a lúpulo, fruto do gosto dos consumidores desse país. A cor das cervejas deste estilo varia entre o amarelo dourado e o acobreado, sendo que o sabor é bastante intenso e refrescante, indicadas portanto para refeições condimentadas como chili e vindaloo. Infelizmente, o termo IPA é cada vez mais utilizado indiscriminadamente, sendo possível encontrar versões com menos de 4% ABV, algo que não se coaduna com a história deste estilo. Diferenciam-se das English Pale Ale e das Bitters por terem um sabor final com mais lúpulo e menos caramelo e frutos. A experimentar: AleSmith IPA;Stone India Pale AleTwo Hearted Ale.
    Irish Red Ale - As ales vermelhas da Irlanda são cervejas suaves, equilibradas e leves. A um início adocicado, segue-se o sabor típico do malte e um fim com cereais torrados, o que lhe dá uma carácter seco. Estas características podem ser acentuadas e, em consequência, adulteradas se a cerveja for servida muito fria. A sua cor avermelhada é obtida através da junção de malte de cevada, sendo que por vezes se utiliza milho, arroz ou mesmo açucar para suavizar o produto final. A presença de gás não é elevada, bem como a do álcool: entre 4% e 6% ABV. Eventualmente poderá surgir um exmplar mais forte, mas esse será mesmo a excepção à regra. A experimentar: Boulevard Irish AleKilkennyBeamish Red Irish Ale.
    Kolsch - A designação Kolsch está protegida por lei e é exclusiva de pouco mais de 20 cervejeiras localizadas à volta da cidade alemã de Colónia (Koln). Servidas num esguio copo chamado de Stange, estas cervejas têm como curiosidade o facto de não serem boas para passarem por um processo de armazenamento muito longo. O sabor delicado e frutado tende a oxidar com facilidade, pelo que se recomenda um consumo rápido após a compra. As regras que definem este estilo são muito precisas e muitas das marcas que se auto-designam como klschbiers não o são na realidade. Bastante efervescentes e frescas, são feitas a partir do melhor lúpulo alemão (dos géneros Hallertau, Tettnang, Spalt ou Hersbrucker) e de água bastante leve. A experimentar: Paffgen KolschPyramid Curve Ball KolschMuhlen Kolsch.
    Mild Ale - Ligeiramente maltada e com pouco sabor e aroma a lúpulo, daí vindo a expressão Mild, estas cervejas são castanho-escuras e possuem pouco gás bem como pouca espuma. É um estilo que começa a rarear e, mesmo em Inglaterra, só a encontrará com facilidade na região das Midlands, perto da cidade de Birmingham. A experimentar:Three Floyds Pride & Joy Mild AlePitfield 1824 Mild Ale;Bank Top Dark Mild.
    Milk/Sweet Stout - Este estilo de stout de origem inglesa, historicamente conhecido como Milk ou Cream, devido à utilização de lactose como adoçante, é de cor bastante escura, tendencialmente doce e possui um sabor com um toque a cereais torrados, o que faz com que se assemelhe a um expresso açucarado. Curiosamente, a designação Milk não é permitida em Inglaterra, apesar de ser corrente noutros países. É um estilo que produz uma espuma muito cremosa e duradoura, sendo que a presença de gás é baixa tal como o volume de álcool, que ronda os 4 a 6%. A experimentar: Lion StoutPelican Tsunami StoutGuinness Foreign Extra Stout.
    Northern English Brown Ale - As ales castanhas inglesas estão divididas em dois sub-estilos que se agrupam de acordo com considerações geográficas. Mais secas e com mais lúpulo do que as suas congéneres do sul, diferenciam-se também por terem um sabor mais a frutos secos e menos a caramelo. Têm cor âmbar escura a castanho-avermelhada, espuma pequena e pouco duradoura e sabor doce a malte e biscoitos. A experimentar: Newcastle Brown AleGoose Island Hex Nut Brown AleSamuel Smiths Nut Brown Ale.
    Oatmeal Stout - Como muitas outras stouts, as Oatmeal também são originárias de Inglaterra. Variantes das Sweet Stout, diferem destas por serem menos doces e por darem mais importância à utilização de aveia em detrimento da lactose. De cor muito escura, sabor a malte torrado e aveia, corpo espesso devido ao uso deste último cereal e boa presença de gás, estas cervejas são bastante suaves e podem dar-nos a impressão que estamos a beber um chocolate quente ou mesmo um café com com natas açucaradas. A sua taxa de álcool varia entre os 4,2% e os 5.9% ABV. A experimentar: Broughton Scottish Oatmeal StoutAnderson Valley Barney Flats Oatmeal StoutSt. Ambroise Oatmeal Stout.
    Old Ale - Mais um tipo de ale tradicional inglesa que é assim designado por passar por um processo de envelhecimento após a primeira fermentação - um processo similar às porters clássicas. Têm também a característica de poderem ser guardadas algum tempo antes de se consumir. A presença de álcool e o carácter encorpado e complexo, faz com que sejam uma excelente companhia nas frias noites de Inverno. A experimentar: Theakston Old PeculierPortland Benchmark Old AleFish Tale Old Woody English Old Ale.
    Scotch Ale - Apesar do nome, não irá encontrar muitos exemplares deste tipo de cerveja na Escócia. Caso procure nos Estados Unidos ou no Canadá terá, com certeza, mais sorte, apesar de aí as poder encontrar com a designação de Strong Scotch Ale ou Wee Heavy. Este estilo designa cervejas fortes, escuras, maltadas e que, usualmente, variam entre 6.5 a 8.5% ABV. Têm a particularidade de serem fermentadas a temperaturas mais baixas do que a maior parte das ales e, para além disso, possuem um carácter maltado e com pouca presença de lúpulo. Este facto faz com que sejam cervejas que não são aconselháveis para todo o tipo de refeições, apesar de as podermos beber como se de uma sobremesa se tratassem. O álcool têm, em geral, uma presença acentuada no sabor, o que ajuda a equilibrar um possível excesso de malte e de açucar. A experimentar:McEwan's Scotch AleBitter End Whiskey Wee HeavyStoudts Scotch Style Ale.
    Southern English Brown Ale - As Southern English ou "London-Style" são mais escuras e doces que as variantes do norte. Trata-se de um estilo quase em vias de extinção e que muitas vezes é confundido ou englobado noutros tipos de cerveja. O sabor é bastante complexo, característica dada pela forte presença de malte e de frutos, isto apesar do volume alcoólico ser relativamente baixo: entre 2,8 e 4,2% ABV. A experimentar: Mann's Original Brown AleDark Star Over the MoonWychwood Hobgoblin.
    Traditional Ale - É um estilo muito genérico, habitualmente utilizado para designar todos aqueles estilos antigos que cairam em desuso mas que devido a uma onda revivalista começam agora a aparecer nos bares e nas prateleiras dos supermercados. Dito isto, torna-se bastante difícil definir uma característica comum a todas as cervejas aqui englobadas. Representam, isso sim, um olhar saudoso ao passado e um renascer pelas antigas técnicas de produção de cerveja. A experimentar: Hair of The Dog AdamBière DarbysteJopen Koyt.
    Wood-Aged Beer - Trata-se de um estilo tradicional, raramente utilizado pelas grandes empresas cervejeiras mas comum em pequenas explorações, onde é possível guardar a cerveja por longo tempo em barris de carvalho ou em cascos de outro tipo de madeira. Independentemente da cerveja base que seja utilizada, as características da madeira e, em caso de terem sido utilizados barris usados, da bebida que aí tenha estagiado, devem fazer-se sentir quer no aroma, quer no sabor. Este estilo é muito diversificado tendo em conta que se pode utilizar uma infinidade de cervejas base, sendo que a única faceta que as une é o envelhecimento em barris de madeira. A experimentar: Petrus Aged Pale;Dominion Oak Barrel Stout;  MacTarnahan's Oak Aged IPA.


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As 10 cervejas mais vendidas no mundo



A Super conseguiu, com exclusividade, a lista das cervejas mais vendidas em 2009. Todas elas são claras, leves, não têm mais de 5% de concentração de álcool e patrocinam algum tipo de esporte. Duas delas são light (!), três são chinesas e uma é brasileira. E você sabia que a Skol é dinamarquesa?
10. Yanjing
Tipo: Pale lager (cor clara e muito transparente, sabor moderadamente amargo)
Volume de álcool: 4.5% (garrafa 330mL)
Terra natal: China
Patrocinou: Olimpíadas de Beijing
É cerveja oficial do Partido Comunista Chinês.
9. Coors Light
Tipo: Light (102 Kcal por lata de 350 mL)
Volume de álcool: 4,2%
Terra natal: Canadá
Patrocina: a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) e as corridas de Nascar.
Todas as suas embalagens vêm com “Certificado de Frio”: uma tinta especial que muda de cor quando a temperatura fica a menos de 4°C.
8. Heineken
Tipo: Pale lager
Volume de álcool: 4,3%
Terra natal: Holanda
Patrocina: UEFA (União das Federações Europeias de Futebol) e diversos festivais musicais pela Europa, como o Oxegen, maior festival de música da Irlanda.
Possui um aplicativo pra iPhone conectado ao Facebook que serve para chamar seus amigos virtuais pra beber – na vida real, supostamente.
7. Tsingtao
Tipo: Pilsener (pálida, amarela e com presença de lúpulo)
Volume de álcool: 4,7%
Terra natal: China
Patrocinou: Olimpíadas de Beijing
Criada por alemães instalados na região, passou pelas mãos de japoneses e famílias chinesas até ser estatizada.
6. Brahma
Tipo: Pilsener
Volume de álcool: 5%
Terra natal: Brasil
Patrocina: Seleção Brasileira de Futebol, Copa do Mundo, Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos e carnaval de diversas cidades brasileiras.
Já teve Fernanda Montenegro, Maitê Proença, Mussum e Luiz Gonzaga como garotos propaganda da marca.
5. Corona
Tipo: Pale lager
Volume de álcool: 4,6%
Terra natal: México
Patrocina: Associação Profissional de Golf Feminino (LPGA), as corridas de Nascar no México, além de promover o Corona Music Fest, também no México.
Sua garrafa é transparente, “marca registrada” que faz com que ela se estrague mais rápido quando exposta ao sol ou a lâmpadas fortes. Talvez os mexicanos bebam no escuro.
4. Budweiser
Tipo: American Lager (Leves, claras, gaseificadas e aguadas)
Volume de álcool: 5%
Terra natal: Estados Unidos
Patrocina: Copa do Mundo, uma equipe de corrida Nascar e cavalos Clydesdales, utilizados para divulgação da marca.
Compartilha o mesmo nome da cerveja tcheca produzida em Budweis desde o século XIII (a americana foi criada em 1876). A justificativa da Bud americana é que a coincidência se deve ao estilo da cerveja (Budweiser significa “de Budweis”). A confusão dos nomes faz com que a marca americana seja vendida como Bud na Europa, onde a Budweiser Budvar (a tcheca) também é distribuída.
3. Skol
Tipo: Pilsener
Volume de álcool: 4,7%
Terra natal: Dinamarca
Patrocina: Seleção Brasileira de Futebol, Brasil Surf Pro (circuito de surf brasileiro), Carnavais de Recife e Olinda (PE), festas de São João em Campina Grande e Patos (PB), e diversos shows musicais. Possui um festival de música que acontece por todo o país, o Skol Beats.
Skol vem da expressão sueca “Skål”, que significa ‘Saúde!’ e é utilizada quando os loirinhos lá do norte fazem um brinde. É Dinamarquesa, mas tem licença para ser fabricada no Brasil desde 1967.
2. Bud Light
Tipo: Light (95 Kcal por lata de 350 mL)
Volume de álcool: 4,2%
Terra natal: Estados Unidos
Patrocina: NBA (Associação Nacional de Basquete dos EUA), UFC (associação americana de MMA), seleção mundial mexicana de futebol, entre outros.
Era a cerveja mais vendida no mundo até ser desbancada pela…:
1. Snow
Tipo: American Lager
Volume de álcool: 4,3%
Terra natal: China
Patrocina: Uma edição do “Man Vs Wild”, reality show do Discovery Channel britânico parecido com o No Limite, traduzido no Brasil como “À prova de tudo”.
Na China, é chamada de Xue Hua, que significa, literalmente, “flor da neve”.
É a única cerveja da lista vendida exclusivamente em um país – sorte dela que é no de maior população do planeta!
Fonte: The U.S. Beer Market: Impact Databank Review & Forecast, 2010 Edition



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Frases Famosas sobre Cerveja



A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e nos quer ver felizes." 
Benjamin Franklin

"Faça sempre lúcido o que você disse que faria bêbedo. Isso o ensinará a manter sua boca fechada." 
Ernest Hemmingway

"Eu aproveitei mais o álcool do que ele se aproveitou de mim." 
Winston Churchill


"Era um homem sábio aquele que inventou a cerveja." 
Platão

"Um país não pode ser um país de verdade senão tiver ao menos uma cerveja e uma empresa aérea. Ajuda se tiver uma equipe do futebol, ou armas nucleares, mas o mais importante é a cerveja." 
Frank Zappa

"Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão... e vamos botar água no feijão" 
Chico Buarque de Holanda (em Feijoada Completa)

"Se Deus soubesse que nós beberíamos cerveja, nos teria dado dois estômagos." 
David Daye

"Eu daria toda a minha fama por segurança e uma cerveja inglesa." 
Willian Shakespeare (King Henry V)

"Vender uma cerveja ruim é um crime contra o amor cristão." 
13a lei da Cidade de Augsburg

"A perfeição não pode ser concebida sem uma forte dose de egoísmo, orgulho, tenacidade e de cerveja." 
Charles De Gaulle

"A cerveja me faz sentir da forma como gostaria de me sentir sem cerveja." 
Henry Lawson

"Eu não posso oferecer nada mais que sangue, labuta, suor e cerveja." 
Winston Churchill

"Um governo opressivo deve ser mais temido que um tigre ou uma cerveja." 
Confucius

"Eu sou muito crente nas pessoas. Se houver verdade, podemos superar todas as crises nacionais. O principal são os fatos reais e a cerveja." 
Abraham Lincoln

"Existe uma coisa que me afeta profundamente. Os homens que não acreditam nos seus líderes nem na cerveja." 
Walt Whitman

"Um pouco de cerveja é um prato para um rei." 
Willian Shakespeare (A Winter's Tale)

"Sem dúvida, a maior invenção da história da humanidade é a cerveja. Eu admito que a roda também é uma grande invenção, mas a roda não desce tão bem com uma pizza." 
Dave Barry

"Dê-me uma mulher que ame a cerveja e eu conquistarei o mundo." 
Kaiser Wilhelm

"Eu mataria todos neste quarto por um gole de cerveja." 
Homer Simpson

"Nem todos os produtos químicos são maus. Sem elementos químicos tais como o hidrogênio e o oxigênio, para o exemplo, não haveria nenhuma maneira fazer água, um ingrediente vital para a cerveja." 
Dave Barry

"Eu bebo para fazer as outras pessoas interessantes." 
Dave Barry

"Ok cérebro, eu não gosto de você e você não gosta de mim - assim vamos recomeçar e eu volto para te derrubar com cerveja." 
Homer Simpson

“Homer! Estou preocupado com as nossas reservas de cerveja. Depois desta caixa e da outra caixa, só ficamos com mais uma caixa... “ 
Barney dos Simpsons

“Ouve cérebro: eu não gosto de ti e tu não gostas de mim, portanto faz com que eu passe neste exame para que te possa voltar a matar lentamente com cerveja!” 
Homer Simpson

"Cervejal: a causa e a solução de todos os problemas da vida." 
Homer Simpson

"Não nos incomodamos se você atirar bosta no palco, mas não atire na nossa cerveja - é o nosso combustível!"
James Hetfield, Metallica

“Eu recomendo... pão, carne, vegetais e cerveja.” 
Sófocles na Filosofia para uma dieta moderada.

“24 horas num dia, 24 garrafas num engradado. Coincidência? Não me parece...” 
Stephen Wright

“Nenhum soldado pode combater, a não ser que esteja bem abastecido de carne e cerveja.” 
John Churchill, 1º Duque de Marlborough

“Nem todos os químicos são maus. Sem produtos como o hidrogénio e o oxigénio, por exemplo, não teríamos água, um ingrediente vital para a cerveja.” 
Dave Barry

“Por vezes, quando reflicto na quantidade de cerveja que bebo, fico envergonhado. Mas depois, olho para o copo e penso em todos aqueles trabalhadores da cervejeira e nos seus sonhos e desejos. Se eu não bebesse esta cerveja, poderiam ficar sem trabalho e com os seus sonhos destruídos. Portanto penso: é melhor beber esta cerveja e deixar que os sonhos deles se concretizem, do que ser egoísta e pensar só no meu fígado.” 
Babe Ruth

“Uma razão para viver? Eis uma boa: serve-me outra cerveja.” 
Norm da série Cheers

“O whisky e a cerveja são os piores inimigos do homem.... mas o homem que foge dos seus inimigos é um covarde!” 
Zeca Pagodinho

“Mulheres bonitas fazem-nos comprar cerveja. Mulheres feias fazem-nos beber cerveja.” 
Al Bundy

“Pessoas que gostam de cerveja sem álcool não gostam verdadeiramente de cerveja; elas apenas gostam de urinar!” 
Anónimo

“A cerveja, se bebida com moderação, torna a pessoa mais dócil, alegra o espírito e promove a saúde” 
Thomas Jefferson

“A cerveja americana é como sexo numa canoa: demasiado próxima da água.” 
Eric Idle

“A natureza? Um bom lugar para atirar latas de cerveja vazias!” 
H. L. Mencken

“Do suor do Homem e do amor de Deus veio a cerveja ao mundo.” 
Santo Arnaldo

“Porque é que a cerveja americana é servida fria? Para a podermos diferenciar da urina.” 
David Moulton

“Aquele que não gosta de cerveja, vinho, mulheres e música será um tolo toda a sua vida.”
Carl Worner

“Vou comprar um barco... viajar um pouco e no entretanto vou estar a beber cerveja.” 
John Welsh, condutor de autocarros de Brooklyn que ganhou 30 milhões de dólares na loteria.

“A boa cerveja faz os seus próprios amigos.” 
Anónimo

“A cerveja é a única realidade virtual que eu preciso.” 
Leroy Lockhorn

“Uma cerveja cheia é uma cerveja perfeita.” 
Tim Russman

“Ouvir alguém que produz a sua própria cerveja, é como ouvir um fanático religioso a falar do dia em que ele viu a luz” 
Ross Murray

“A melhor forma de se morrer é sentarmo-nos debaixo de uma árvore, comer toneladas de bolonha e salami, beber um engradado de cervejas e depois explodir!” 
Art Donovan, aka Fatso

“Eu gostaria que todos tivéssemos sempre sorte! Eu gostaria que tivéssemos asas! Eu gostaria que a água da chuva fosse cerveja.”
Robert Bolt

“Dá um peixe a um homem e ele o comerá. Ensina-o a pescar e ele ficará todo o dia sentado no barco a beber cerveja.” 
Anónimo

“Na vida, existem outras coisas para além de cerveja, mas a cerveja faz essas outras coisas parecerem ainda melhores.”
Stephen Morris

“Foi estimado que cerca de 5 mil pessoas foram esmagadas até à morte durante a coroação do czar Nicolau II, em Moscovo, devido a estarem a oferecer cerveja gratuitamente” 
Guinness Book Of World Records

“A cerveja má é como a arte má: se persistires muito tempo nela, acabarás por esquecer que existem outras alternativas." 
Stephen Greenleaf

“Ser rico não é importante: nunca poderás beber mais de 30 a 40 copos de cerveja por dia” 
Coronel Adolphus Busch

"Se até o Pai Natal bebe cerveja...! Como não? Onde julgas que ele ganhou aquela barriga?!"
Cliff da série Cheers



Cerveja x Mulher

A cerveja está sempre molhada.
A mulher precisa de estímulos para ficar molhada.
cerveja 1 x 0 mulher

Cerveja quente é horrível.
mulher quente é maravilhoso.
cerveja 1 x 1 mulher

Se você ficar com um pêlo na boca ao beber cerveja, você fica com nojo.
Se for ao fazer sexo com uma mulher, não.
cerveja 1 x 2 mulher

Quando você bebe muita cerveja, fica engraçado.
Quando come uma mulher, ela fica engraçada.
cerveja 1 x 3 mulher

Cerveja é uma bebida fermentada que leva fungos na preparação e tem um gosto bom.
Uma mulher fermentada e com fungos é simplesmente horrível, nem dá para falar.
cerveja 2 x 3 mulher

6 cervejas numa noitada deixam-no alegre.
6 mulhers numa noite deixam-no realizado.
cerveja 2 x 4 mulher

Se comprar e consumir muita cerveja fica barrigudo.
Se comprar e consumir muita mulher fica pobre.
empate: cerveja 2 x 4 mulher

É normal e aceitável beber cerveja no terceiro anel do Estádio da Luz.
Você tornar-se-á uma lenda se comer uma mulher no terceiro anel do Estádio da Luz.
cerveja 2 x 5 mulher

Se um polícia sentir bafo de cerveja, você sopra no balão e pode ser multado.
Se ele sentir bafo de mulher, vai dar-lhe os parabéns e bater palmas.
cerveja 2 x 6 mulher

Quanto maior a cerveja, melhor.
Quanto maior a mulher, pior.
cerveja 3 x 6 mulher

Cerveja pode fazer você pensar que é Deus.
mulher pode fazer você ver ou até sentir-se Deus.
cerveja 3 x 7 mulher

Se você pensa o dia todo em cerveja, você é um alcoólico.
Se pensa o dia todo em mulher, você é  um tipo normal.
cerveja 3 x 8 mulher

Abrir uma cerveja pode dar prazer.
Abrir uma mulher dá muito mais prazer.
cerveja 3 x 9 mulher

Se você tentar beber no seu local de trabalho, pode até ser demitido.
Se tentar comer uma mulher, pode ser acusado de assédio sexual e ir preso.
cerveja 4 x 9 mulher

Cervejas ruins: Cergal, Carlsberg, Cristal, Cool Beer. Mas você aceita bebê-las todas.
mulhers ruins: Teresa Guilherme, Manuela Ferreira Leite, Maria José Ritta. São incomíveis.
cerveja 5 x 9 mulher

Cervejas boas: Super Bock, Heineken, Tagus, Sagres. Embora você tope beber todas as que existem, boas são poucas.
Mulhers boas: A lista é enorme. Embora você não tope comer todas as que existem, boas são muitas.
cerveja 5 x 10 mulher

Você pode perfeitamente contentar-se em beber uma só marca de cerveja.
De forma alguma você se contentará em comer sempre a mesma mulher.
cerveja 6 x 10 mulher

Há impostos sobre a cerveja.
Não há impostos sobre a mulher.
cerveja 6 x 11 mulher

Não importa a situação: pela cerveja você sempre paga.
Pela mulher, nem sempre.
cerveja 6 x 12 mulher

Você pode beber a cerveja, virar as costas e ir embora. Sem ressentimentos.
Se você comer a mulher, virar as costas e for embora, você é um canalha.
cerveja 7 x 12 mulher

Cerveja de mais pode fazer você passar muito mal.
mulher de mais?! mulher de mais?! Isso não existe! mulher nunca é de mais!
cerveja 7 x 13 mulher

Na manhã a seguir a uma noitada bebendo cerveja, você não quer nem ouvir
falar em cerveja.
Na manhã que segue uma noitada a comer uma mulher, você quer mais.
cerveja 7 x 14 mulher


Conclusão: UMA mulher é o equivalente a DUAS cervejas!!!


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Por que cerveja é melhor do que homem?


1-A cerveja não joga futebol.
A garrafa de cerveja permanece sempre dura.
A cerveja só espirra se você chacoalhar.
A garrafa de cerveja tem o tamanho ideal.
A cerveja não arranja desculpas sábado à noite.
A cerveja não confunde os nomes.
A cerveja não vira de lado e não ronca.
Várias cervejas juntas não discutem futebol.
As cervejas não falam de outras mulheres.
A espuma da cerveja tem paladar agradável.
A cerveja não te troca pelo Edmundo.
A cerveja não larga meia suja no banheiro e mija fora do vaso.
A cerveja não diz que não vai doer.
A cerveja não arrota e nem fala de boca cheia à mesa.
A cerveja não larga a tampa da privada levantada.
A cerveja não te deixa esperando a noite inteira.
Quando envelhece não fica careca e barriguda.
A cerveja não olha para outras mulheres.
A cerveja é sempre agradável.
É você quem sempre escolhe a sua cerveja.
Você nunca se engana com uma cerveja.
Você pode passar a noite com várias cervejas sem que elas fiquem comentado.
Cervejas velhas não perdem a forma nem a consistência.
Você não irá engravidar de uma cerveja.
As cervejas não ficam te comparando entre elas.
A cerveja não fica dando palpites dispensáveis quando você dirige.
A cerveja não faz comentários idiotas.
A cerveja não é um ser inferior e recalcado.
A cerveja não é machista.
A cerveja não diz que trabalhou demais e não quer nada além de dormir.


Por que cerveja é melhor do que mulher?


  1. A cerveja sempre lhe espera pacientemente no carro.
  2. A cerveja numa chega fora de hora.
  3. A cerveja nunca está atrasada.
  4. Uma cerveja nunca fica com ciúmes quando você está com outra.
  5. A cerveja não dá em cima de seus amigos.
  6. Quando você vai a um bar, você pode escolher uma cerveja.
  7. Com a cerveja, você tem certeza de que você é o primeiro e único
  8. Uma cerveja, mesmo fria, está sempre molhadinha.
  9. A cerveja nunca reclama por igualdade de direitos.
  10. Uma cerveja fria é uma ótima cerveja.
  11. Você não precisa mandar lavar a cerveja para que ela fique mais gostosa.
  12. Você compartilha a cerveja com seus amigos numa boa.
  13. Você jamais gasta mais que dois ou três reais com uma cerveja.
  14. Quando uma cerveja vai embora, você pede outra ao garçom.
  15. A cerveja sempre tem uma ótima aparência, até mesmo de manhã cedo.
  16. A cerveja está à sua disposição durante os trinta dias do mês.
  17. Cerveja não tem mãe.
  18. Cerveja não tem irmão.
  19. Cerveja não tem tensão pré-menstrual.
  20. Cerveja nunca está além do peso ideal.
  21. Se você mudar de marca, a cerveja não exige pensão alimentícia.
  22. Cerveja não usa seu cartão de crédito.
  23. Cerveja não tem advogado.
  24. Com a cerveja você não pega herpes nem DST.
  25. Cerveja não reclama de como você está dirigindo.
  26. Cerveja nunca muda de opinião.
  27. Cerveja não lhe chantageia.
  28. Por maior que seja a ressaca, a dor de cabeça logo vai embora.
  29. Cerveja nunca te obriga a ir ao shopping center.
  30. Para a cerveja, é indiferente se você vê um filme de Charles Bronson ou Chuck Norris
  31. A cerveja nunca diz não.
  32. Você pode saborear sua cerveja em qualquer lugar.
  33. Cerveja não usa soutien. Nem calcinha.
  34. Cerveja não reclama de sua insensibilidade.
  35. A cerveja não mora com a mãe dela.
  36. A cerveja não reclama de seus modos.
  37. Em qualquer bar, você sempre encontra uma cerveja.
  38. Cerveja não reclama de seu hálito de cerveja.
  39. Por mais que você abuse da cerveja e pegue uma dor de cabeça, a dor de cabeça nunca dura mais que um dia.
  40. Você pode levar várias cervejas para o apartamento e o síndico não reclama.
  41. Cerveja não briga, não grita e não chora.
  42. Quando você bebe uma cerveja, ela não lhe exige preliminares.


Dieta da Cerveja 

1 - Beba uma garrafa de cerveja antes de cada refeição. Isso reduzirá seu apetite ao mínimo, e você comerá menos.
2 - A cerveja é elaborada a partir de vegetais e outros elementos como: lúpulo, levedura, malte, etc. Em que outros alimentos você tem a oportunidade de comer tantos vegetais?
3 - A cerveja contém 95% de água; portanto, a cerveja é um alimento hidratante.
4 - A cerveja pode ser acompanhada de castanhas (de cajú, do Pará, etc), amendoins, amêndoas, nozes, avelãs, etc. Tudo isso é de origem vegetal e com uma percentagem elevada de fibras alimentares e , como se sabe, fibras alimentares são saudáveis.
5 - A cerveja contém conservantes, logo... conservam você. Conservantes fazem você parecer mais jovem.
6 - Uma caixa de cerveja pode fornecer toda a sua necessidade diária de calorias e carboidratos. Não é prático isso?
7 - Se você beber porções iguais de cerveja clara e cerveja escura... isto é uma dieta balanceada. Saudável, portanto






A CERVEJA FEMINILIZA O HOMEM

Um cientista americano sugeriu que os homens deveriam tomar mais cuidado com o consumo de cerveja, pois os resultados de uma recente analise revelaram presenca de hormonios femininos na mesma.
A teoria e que beber cerveja faz os homens tornarem-se mulheres.
Para provar a teoria, foram dados a 100 homens 5 litros de cerveja cada.
Foi observado que:
* 100% dos homens ganhou peso. (coisa de mulher)
* Comecaram a falar excessivamente em coisas sem sentido. (coisa de mulher)
* Tornaram-se altamente emocionais (coisa de mulher)
* Nao conseguiam guiar (coisa de mulher)
* Nao conseguiam pensar racionalmente (coisa de mulher)
* Discutiam por besteiras (coisa de mulher)
* Recusavam-se a pedir desculpas quando estavam errados (coisa de mulher)
* Passavam a vida no WC (coisa de mulher)
Assim sendo, nao ha mais testes planejados, sendo que este foi considerado suficiente.

Dedução lógica...

A esposa entra na cozinha e encontra o marido atarefado com um mata-moscas.
- O que você está fazendo? - pergunta ela.
- Estou caçando moscas.
- E já matou alguma?
- Sim!!! 3 machos e 2 fêmeas.
- Intrigada, ela pergunta:
- Mas como você consegue distinguir o sexo?
- Fácil!!! Três estavam na garrafa da cerveja e duas no telefone.

Português e Cerveja em Lata

Um português entrou numa padaria e pediu uma cerveja em lata. O balconista entregou-lhe a cerveja e qual não foi a sua surpresa quando viu o portuga sacar um abridor de latas do bolso e começar a abrir a cerveja.
- Tá maluco, ô cara! - resmungou inconformado. - Você não sabe pra que serve essa argolinha em cima da lata?
- Ora pois, mas é claro que sei! É para aqueles que esquecem de trazer o abridor!

A loira e a longneck

Uma loira foi em um bar e pediu uma cerveja "longneck", mas ela não tinha a mínima idéia de como se abria aquilo. (Se fosse pra abrir outra coisa ela sabia, né?)
– Garçom, por favor, cara! Como é que abre isso, cara?
– É só torcer! – respondeu ele.
Então a loira colocou a cerveja em cima do balcão, se concentrou e começou a gritar:
– Eô, eô, a cerveja é o terror! Eô, eô, a cerveja é o terror!

Loira e Cerveja

Qual é a semelhança entre uma loira e uma garrafa de cerveja?
R: Do pescoço pra cima não tem nada 

Morte feliz

Claudião era um antigo funcionário de uma cervejaria no interior de São Paulo. Ele adorava o seu trabalho. O dia todo sentindo cheiro de cerveja, o seu cheiro preferido. Seu sonho era ser degustador, mas ele já era feliz trabalhando na fabricação dessa bebida que ele adorava. Certa vez ele trabalhou no turno da noite e, pela manhã, o vigia deu a triste notícia para os colegas de Claudião:
- O Claudião se desequilibrou, caiu no poço de cerveja e se afogou!
- Meu Deus! - gritou o amigo mais próximo de Claudião! - Será que ele sofreu?
- Com certeza não! - respondeu o vigia - Ele saiu do poço três vezes pra mijar!

Por que ir ao bar tomar cerveja é melhor que ir à academia?




Para resolver esse grande dilema, foi necessário freqüentar os dois (o bar e a academia) por uma semana. 
Vejam o resultado desta importante pesquisa:

Vantagem numérica: 
- Existem mais bares do que academias. Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho. 
Bar 1x0 Academia

Ambiente: 
- No bar, todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia-a-dia amolece no primeiro gole de cerveja. 
- Na academia, todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia. 
Bar 2x0 Academia


Amizade simples e sincera: 
- No bar, ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda. Os companheiros do bar só reparam se o seu copo está cheio ou vazio. 
Bar 3x0 Academia

Compaixão: 
- Você já ganhou alguma saideira na academia? Alguém já te deu uma semana de ginástica de graça? 
- No bar, com certeza, você já ganhou uma cerveja 'por conta'. 
Bar 4x0 Academia

Liberdade: 
- Você pode falar palavrão na academia? 
Bar 5x0 Academia

Libertinagem e democracia: 
- No bar, você pode dividir um banco com outra pessoa do sexo oposto, ou do mesmo sexo, problema é seu... 
- Na academia, dividir um aparelho dá até briga. 
Bar 6x0 Academia

Saúde: 
- Você já viu um 'barista' (freqüentador de bar) reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite? 
Bar 7x0 Academia

Saudosismo: 
- Alguém já tocou a sua música romântica preferida na academia? É só 'bate-estaca' , né? 
Bar 8x0 Academia

Emoção: 
- Onde você comemora a vitória do seu time? No bar ou na academia? 
Bar 9x0 Academia

Memória: 
- Você já aprontou algo na academia digno de contar para os seus netos? 
Bar 10x0 Academia

10 a 0 PARA BEBER CERVEJA NO BAR! VOCÊ AINDA TEM ALGUMA DÚVIDA?

PS: Você já fez amizade com alguém bebendo Gatorade???




Para que você nunca fique sem sua Preciosa Cerveja, quando viajar, leve junto o dicionário de como pedir cerveja educadamente em 21 idiomas diferentes. Em alguns casos, o correspondente ao nosso "Saúde" também virá a calhar:



Inglês: "One beer, please" - "Cheers" 
Espanhol: "Una cerveza, por favor" - "Salud" 
Italiano: "Una birra, per favore" - "Salute" 
Francês: "Une bière, s'il vous plait" - "Santé" 
Latim: "Unam cervesiam, si placet" - "Sanitas bona"
Grego: "Mia beera, parakalo" - "Iamas" 
Alemão: "Ein Bier, bitte" - "Prost" (Alemão); "Ein Prosit" (Dialeto bávaro) 
Holandês: "Een bier alstublief" - "Proost" 
Flamenco: "Een pintje alstublief" - "Proost" 
(idioma falado na Bélgica, junto com os 3 idiomas oficiais - Francês, Holandês e Alemão) 
Danês (Dinamarca): "En øl, tak" - "Skål" 
Suéco: "En öl, tahk" - "Skål" 
Norueguês: "En øl, takk" - "Skål"
Finlandês: "Yksi olut, kiitos" - "Kippis" 
Tcheco/Eslavo: "Jedno pivo prosím" - "Na zdraví"
Polonês: "Jedno piwo prosze" - "Na zdrowie"
Russo: "Odno pivo pozhaluista" - "Na zdorovje"
Húngaro: "Egy sört kérek" - "Na zdrave"
Japonês: "Birru o ippon kudasai" - "Kampai" 
Coreano: "Magjoo hanna Juse-yo" - "Chukbae"
Chinês Mandarim: "Ching gai wor e ping pea jou" - "Gan Bei"
Chinês Cantonês: "Ng goi bei gee bear jou" - "Gom bui"


Bar do Iske?
Será o Artigo da Nossa Enquete "Em Breve" 




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